Palavra pastoral
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Quem reina nas nossas vidas?

O primeiro livro de Samuel relata o momento em que o povo de Deus pediu um rei para governá-lo. Chama a atenção a motivação daquele pedido: “queremos que nos arranje um rei como acontece em outros países” (8.5 - NTLH). É verdade que eles disseram, também, que os filhos de Samuel — que eram juízes — não seguiam os passos do pai (e isto também serviu de motivação para o pedido de um rei), mas, ao dizerem que queriam ser iguais às demais nações, revelaram que, de fato, rejeitavam ao Senhor.

Eles poderiam ter pedido a Deus que lhes enviasse um outro juiz com a mesma piedade de Samuel, ou, poderiam ter pedido ao próprio Samuel que providenciasse um sucessor que seguisse os seus passos. Mas não! Eles rejeitaram o Senhor.

 

Tanto, que o Senhor respondeu à oração de Samuel dizendo: “... eles rejeitaram a mim como Rei” (8.7 – NTLH). Ou seja, o povo não queria se submeter à vontade de Deus, mas, a exemplo das demais nações pagãs, queria viver uma vida à revelia Dele.

Não existe maior incongruência: pertencer a Deus e recusar ser governado por Ele.

 

Se não tivermos cuidado extremo, nos assemelharemos ao povo israelita da época de Samuel. Por termos uma natureza pecaminosa, voltada, única e exclusivamente, para os nossos interesses, corremos o risco de proceder da mesma forma. Mesmo sendo cristãos, temos a tendência de imitar as atitudes daqueles que não servem a Deus.

 

Crianças, em tenra idade gostam de imitar pessoas famosas, que, por vezes, se tornam ídolos desses pequenos. Jovens, adultos e idosos, em muitos casos, adotam estilos de celebridades. Igrejas copiam ideias que estão dando certo em outros segmentos sociais etc.. Tudo isto, sem que se atente para a vontade de Deus — se Ele aprova, ou não, o que se está pretendendo fazer. Em suma, a atitude dos israelitas se repete.

 

O pior, é que essa natureza pecaminosa nos cega e não nos deixa perceber o quão prejudicial é o distanciamento de Deus. No caso dos israelitas, Samuel, orientado pelo Eterno, após explicar, detalhadamente, quais seriam as consequências de um reinado humano, disse ao povo qual seria o resultado do abandono ao Senhor: “Quando isso acontecer, vocês chorarão amargamente por causa do rei que escolheram, porém o Senhor Deus não ouvirá as suas queixas” (8.18 — NTLH). O povo, no entanto, respondeu dizendo:  “... Não adianta. Nós queremos um rei” (8.19 — NTLH).

 

O desejo de satisfazer a natureza humana é tão forte que não nos permite sopesar os efeitos danosos que dele podem advir. E o pior desses efeitos é a separação total do Senhor, ao ponto de Ele não mais nos atender.

 

No entanto, isto pode ser evitado. Para tanto, devemos buscar seguir os desígnios do Senhor e não flertar com os atos “das outras nações”. Isto só ocorrerá se Deus for o verdadeiro Rei de nossas vidas.

 

Portanto, não os deixemos impressionar pelas práticas impiedosas do mundo (Romanos 12.2) — ainda que não estejamos concordando com as práticas daqueles que nos cercam (como ocorria com os filhos de Samuel).

 

Devemos confiar que, com o Senhor reinando, todas as dificuldades serão vencidas e a vontade Dele se cumprirá no tempo certo.

Seja abençoado.

Pr. Valter Vandilson Custódio de Brito