Palavra pastoral
Urgente ou importante?

No primeiro livro de Samuel há o relato do episódio em que o rei Saul, diante dos inimigos filisteus, começou a perder soldados, pois o exército inimigo era numeroso “como a areia do mar” (1º Samuel 13.5) gerando medo e deserção no exército de Saul.

 

O sacerdote  Samuel havia dito que Saul deveria esperá-lo por sete dias, a fim de que ele – Samuel – oferecesse sacrifícios a Deus. Com a deserção dos soldados e a demora na chegada de Samuel, Saul ficou impaciente e ofereceu, ele próprio, o holocausto ao Senhor.

 

O relato bíblico afirma que mal Saul acabara de oferecer o holocausto, Samuel chegou e perguntou o que havia ocorrido, ocasião em que Saul respondeu: “vendo que o povo se ia espalhando daqui, e que tu não vinhas nos dias aprazados, e que os filisteus já se tinham ajuntado em Micmás (...) forçado pelas circunstâncias, ofereci holocaustos” (1º Samuel 13.11-12).

 

Nesse momento, Samuel disse a Saul: “Você cometeu uma loucura, não guardando o mandamento que o Senhor, seu Deus, lhe ordenou, pois o Senhor teria confirmado para sempre o seu reinado sobre Israel. Mas agora o seu reinado não subsistirá. O Senhor buscou para si um homem segundo o seu coração e já lhe ordenou que seja príncipe sobre o seu povo, porque você não guardou o que o Senhor lhe ordenou.” (1º  Samuel 13.13-14).

 

A referida narrativa traz uma lição importante para o cristão: é preciso saber discernir entre as nossas urgências e a vontade de Deus.

 

Saul estava diante de uma urgência urgentíssima: um exército poderoso estava prestes a atacá-lo. No entanto, havia uma importante palavra do Senhor, ministrada pelo profeta, que dizia que ele – Saul – deveria aguardar a chegada do sacerdote. Saul entendeu que a urgência era prioridade e agiu em detrimento da Palavra do Senhor. Tal atitude custou-lhe o reino (1º Samuel 13.14).

 

Muitas vezes somos colocados em situações semelhantes a de Saul; situações nas quais precisamos escolher entre o que é urgente e a vontade de Deus. Invariavelmente, a exemplo de Saul, escolhemos o que é urgente e desprezamos as prescrições do Senhor. A exemplo de Saul, colhemos os frutos negativos.

 

É óbvio que a urgência nos força a agir, sob pena de sucumbirmos diante da situação. Entretanto, agir de acordo com a urgência, e não com a vontade de Deus, é insensatez, pois tal ação pode, igualmente, levar à sucumbência.

 

Destarte, concluímos que, para o cristão o que deve importar é a vontade de Deus. Importa dar a importância que a Palavra do Senhor tem, pois essa importância importa em importantes vitórias que revelam o quão importante é dar importância à Palavra de Deus.

 

Seja abençoado(a).

Pr. Valter Vandilson Custódio de Brito

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