Vietnã

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O nível de perseguição a um cristão vietnamita depende da denominação ou formação específica. As comunidades cristãs históricas gozam de certa liberdade, a não ser que se envolvam com a política. Mas protestantes evangélicos e convertidos de religiões indígenas enfrentam intensa pressão e violência por causa da fé. Isso acontece em áreas remotas do Centro e Norte do Vietnã.  

 

Muitos seguidores de Jesus são perseguidos no local de trabalho e podem enfrentar discriminação por amor a Cristo. Até as crianças cristãs são condenadas ao ostracismo na escola e podem ser pressionadas a rejeitar a fé em Jesus.  

 

Quando um cristão deixa a crença tradicional para seguir a Jesus, é acusado de rejeitar a cultura da comunidade. Por isto é excluído socialmente e atacado. Às vezes, a casa é destruída e ele é forçado a deixar a aldeia.  

 

O nível de perseguição permaneceu o mesmo no Vietnã durante o período de pesquisa da Lista Mundial da Perseguição 2022. A pandemia de COVID-19 continuou a afetar todos os residentes do país, e alguns cristãos em áreas rurais relataram discriminação na assistência governamental.  

 

Seguidores de Jesus de minorias étnicas ainda enfrentam violência e hostilidade social quando se convertem ao cristianismo. Já a igreja vietnamita continua sob pressão em todo o país. 

 

A pressão e a violência são mais fortes contra os cristãos de minorias nas montanhas do Centro e do Noroeste. Seguidores de Jesus que deixam as religiões tribais são vistos como traidores da cultura e da família e estão sob risco de ataques violentos, tendo os filhos levados à força e as casas e plantações destruídas.  

 

As mulheres cristãs enfrentam pressão por causa da fé, mas, também, por causa do gênero. As convertidas de culturas tribais podem ser forçadas a se casar cedo. 

 

Os líderes de jovens relatam que após o casamento, os jovens costumam parar de frequentar a igreja. Na verdade, esses casamentos fazem com que algumas mulheres desistam de seguir a Jesus. No casamento, as mulheres também enfrentam opressão, violência e ameaças de divórcio, o que reforça o sentimento de desigualdade e desânimo.  

 

Os homens cristãos costumam ser assediados no trabalho, outros perdem o emprego por causa da fé em Jesus. Oficiais do governo monitoram e interferem no trabalho de cristãos conhecidos. Como os homens são os principais provedores da casa, essas perdas paralisam toda a família economicamente e enfraquece o lugar dela na sociedade. Se forem líderes de igrejas, as congregações podem até fechar.  

 

Homens cristãos também são alvo de prisão e sequestro, e a única solução encontrada é a fuga das aldeias. Geralmente, uma vez sob custódia, os presos cristãos sofrem tratamento severo, agressões e pressão para renunciar à fé.

 

 

Fonte: portasabertas.org.br