Laos

O Laos somou 72 pontos na Lista Mundial da Perseguição 2020, ficando na 20ª posição. O aumento de um ponto em relação a 2019 é devido a mais registros de violência contra cristãos. A pressão exercida pelas autoridades do Estado sobre os cristãos, ao lado da forte pressão por parte da família, amigos, vizinhos e autoridades locais, continua no mesmo nível. Ao pressionar os cristãos, o Laos segue o exemplo de outros países governados por partidos comunistas – principalmente seu maior vizinho, a China.

As autoridades comunistas monitoram fortemente todas as atividades religiosas e as controlam, inclusive as das igrejas registradas. Como todos os encontros devem ser notificados à administração, as igrejas domésticas devem operar de forma clandestina, pois são consideradas "reuniões ilegais". Cerca de 75% de todas as congregações da Igreja Evangélica do Laos (IEL) aprovadas pelo governo em todo o país não possuem estruturas permanentes de igreja e realizam cultos em casas. Os cristãos ex-budistas enfrentam o peso da perseguição. Eles são considerados pessoas fora da comunidade (budista-animista) e, consequentemente, são perseguidos pela própria família e pelas autoridades locais, que muitas vezes agitam a comunidade e buscam ajuda de líderes religiosos locais.

Províncias como Luang Namtha, Phongsaly e Houphan, no norte do país, onde a minoria hmong também está concentrada, e Savannakhet, no sul, são tradicionalmente lugares difíceis para os cristãos. As autoridades locais nessas regiões ainda parecem muito determinadas a varrer todo testemunho cristão.

Apesar dos desafios sociais e das boas notícias de uma economia em desenvolvimento, um fator permanece de suma importância: o Laos depende dos vizinhos maiores, como Vietnã e China. Como um país sem litoral, ele precisa ter acesso ao mar e depende especialmente da China para grandes projetos de infraestrutura. Essa dependência tem várias implicações:

1) para a economia do país, isso significa que o governo só pode influenciar parcialmente as principais decisões;

2) para o futuro político, isto é, no que se refere aos direitos civis e à liberdade de religião, significa que é improvável que o Laos se atente para as minorias religiosas a curto prazo;

3) após a presidência do país na ASEAN (Associação de Nações do Sudeste Asiático, bloco econômico criado em 1967, composto por 10 países da região), o Laos será novamente ignorado por observadores internacionais e a situação dos cristãos perseguidos no país provavelmente continuará, em grande parte, despercebida.

Em meados da década de 1970, o regime comunista iniciou uma campanha contra a minoria cristã para erradicá-la do Laos, mas fracassou.

Fontes: portasabertas.org.br

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